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QUIZ – PRÉ-HISTÓRIA

1 – Período da história do homem que abrange as atividades humanas desde suas origens até o aparecimento da escrita e que é estudado pela arqueologia, a antropologia, Etnolologia e paleontologia, incorporando os subperíodos:  paleolítico,  neolítico e idade dos metais: Pré-História.

 2 – Período cujas características se compõem do surgimento dos hominídios tipo humanos, seres nômades, caçadores, pescadores e coletores cujo instrumentos de uso para caça foi a pedra lascada: Paleolítico

3 – Período caracterizado pelo domínio de técnicas agrícolas e pastoris(revolução agrícola), pela domesticação dos animais e pelo assentamento humano (sedentarismo) cujo instrumentos de uso para caça foi a pedra polida: Neolítico

4 – A principal maneira de ter acesso ao passado pré-histórico é o estudo dos vestígios materiais que chegaram até nós. Os vestígios materiais associados aos homens são estudados por uma ciência voltada, precisamente, ao estudo do mundo material ligado à vida em sociedade. Por meio de prospecções e escavações recuperam-se vestígios que podem nos informar sobre os mais variados aspectos da vida no passado. Essa ciência é denominada: Arqueologia

 5 – Inter-relação de conhecimentos de diferentes disciplinas e/ou áreas de estudos, na prática de determinado campo de estudos, como no caso da Pré-História, é denominado: Interdisciplinaridade.

6 - “O nosso século, ao questionar um pouco mais a sabedoria do homem contemporâneo, passou a se situar mais humildemente diante de nossos ancestrais. Escavações sistemáticas e cuidadosas revelaram, inicialmente, que o hominídeo originava-se da África e não da Europa, contestando a certeza que se instalara entre os sábios europeus. De repente, os ocidentais ‘civilizados’ passaram a se perguntar a respeito dos ‘primitivos’. Seriam eles tão ‘primitivos assim’?” (PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações.). Qual é a expressão que emite a idéia de que a Europa e seus elementos culturais são referência de toda sociedade moderna, numa perspectiva que toma a cultura européia como a pioneira da história, como se apenas ela fosse útil e verdadeira? Eurocentrismo.

7 – Qual a sequencia cronológica podemos associar os períodos compreendidos pela Pré-história, considerando do mais antigo para o mais recente: Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais.

8 – O processo que ocorreu no período Neolítico, sobretudo em consequência do domínio de técnicas agropastoris, que possibilitaram aos seres humanos um controle maior sobre a natureza e a não necessidade de se deslocarem, de tempos em tempos, em busca de alimentação e de melhores condições de sobrevivência é denominado: sedentarismo.

9 - A ciência que estuda os animais e vegetais que viveram no passado através dos fósseis, em busca de informações, tais como: idade do fóssil, condições de vida e morte do ser fossilizado, características, influências ambientais, entre outras, a qual uma das técnicas usada para identificar com muita precisão a idade do fóssil é a do Carbono 14, denomina-se: paleontologia.

10 – O período pertencente ao neolítico, marcado pela dominação dos metais por parte das sociedades da pré-história, cujo domínio da técnica da fundição, ainda que de maneira rudimentar, possibilita o início da fabricação de ferramentas e armas de metal, auxiliando o cultivo agrícola, e também a prática de caças, podemos denominar: Idade dos Metais. 



Escrito por teca às 20h19
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MESOPOTÂMIA

Introdução 

A palavra mesopotâmia tem origem grega e significa "terra entre rios". Essa região localiza-se entre os rios Tigre e Eufrates no Oriente Médio, onde atualmente é o Iraque. Esta civilização é considerada uma das mais antigas da história. 

Principais povos  

Vários povos antigos habitaram essa região entre os milênios V e I a.C. Entre estes povos, podemos destacar: babilônicos, assírios, sumérios, caldeus, amoritas e acádios.  

Características comuns 

No geral, eram povos politeístas, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. No que se refere à política, tinham uma forma de organização baseada na centralização de poder, onde apenas uma pessoa (imperador ou rei) comandava tudo. A economia destes povos era baseada na agricultura e no comércio nômade de caravanas. 

Vantagens da região 

Vale dizer que os povos da antiguidade buscavam regiões férteis, próximas a rios, para desenvolverem suas comunidades. Dentro desta perspectiva, a região da mesopotâmia era uma excelente opção, pois garantia a população: água para consumo, rios para pescar e via de transporte pelos rios. Outro benefício oferecido pelos rios eram as cheias que  fertilizavam as margens, garantindo um ótimo local para a agricultura. 

Sumérios 

Este povo destacou-se na construção de um complexo sistema de controle da água dos rios. Construíram canais de irrigação, barragens e diques. A armazenagem da água era de fundamental importância para a sobrevivência das comunidades. Uma grande contribuição dos sumérios foi o desenvolvimento da escrita cuneiforme, por volta de 4000 a.C. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época. Os sumérios, excelentes arquitetos e construtores, desenvolveram os zigurates. Estas construções eram em formato de pirâmides e serviam como locais de armazenagem de produtos agrícolas e também como templos religiosos. Construíram várias cidades importantes como, por exemplo: Ur, Nipur, Lagash e Eridu.

Essas primeiras cidades são parte integrante da civilização sumeriana, tida como a primeira a surgir no espaço mesopotâmico. Dotadas de ampla autonomia política e religiosa, essas cidades viveram intensas disputas militares em torno de regiões férteis da Mesopotâmia. Nesse meio tempo, os semitas foram ocupando outras áreas onde futuramente nasceriam novos centros urbanos. Entre as cidades de origem semita, damos especial destaque a Acad, principal centro da civilização acadiana.

Nesse período de disputas e ocupações podemos observar riquíssimas contribuições provenientes dos povos mesopotâmicos. Entre outros pontos, podemos destacar a criação de uma ampla rede comercial, códigos jurídicos, escolas, conhecimentos matemáticos (multiplicação e divisão), princípios médicos, a formulação da escrita cuneiforme e a construção dos templos religiosos conhecidos como zigurates. Por volta de 2350 a.C., os acadianos, liderados por Sargão, dominaram as populações sumerianas.

Babilônia

Em 1900 a.C., a civilização amorita – povo de origem semita – criou um extenso império centralizado na cidade de Babilônia. Hamurábi (1728 – 1686 a.C.), um dos principais reis desse império, foi responsável pela unificação de toda a Mesopotâmia e autor de um código de leis escritas conhecido como Código de Hamurábi. Esse conjunto de leis contava com cerca de 280 artigos e determinava diversas punições com base em critérios de prestígio social.

Assírios

Por volta de 1300 a.C. o Império Babilônico entrou em decadência em resultado da expansão territorial dos assírios. Contando com uma desenvolvida estrutura militar, esse povo ficou conhecido pela violência com que realizavam a conquista de outros povos. As principais conquistas militares do Império Assírio aconteceram nos governos de Sargão II, Senaqueribe e Assurbanipal. Com o passar do tempo, esse opulento império não resistiu às revoltas dos povos dominados por ele mesmo.

Caldeus

No ano de 612 a.C., os caldeus empreenderam uma vitoriosa campanha militar que deu fim à hegemonia dos assírios. A partir dessa conquista ficava registrada a formação do Segundo Império Babilônico ou Neobabilônico. O auge dessa nova hegemonia na Mesopotâmia ficou a cargo do Imperador Nabucodonosor II. Em seu governo, importantes construções, como a Torre de Babel e os Jardins Suspensos, representaram o notável progresso material dessa civilização.

Em 539 a.C., durante o processo de formação do Império Persa, os babilônios foram subordinados aos exércitos comandados pelo imperador Ciro II. Essa conquista assinalou o fim das grandes civilizações de origem mesopotâmica que marcaram a história da Antiguidade Oriental.

http://www.brasilescola.com/historiag/mesopotamia.htm



Escrito por teca às 07h17
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Esquema MESOPOTÂMIA para estudo...



Escrito por teca às 03h22
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PARA CONHECER MAIS: documentário sobre o PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CAPIVARA - Piauí / Brasil

FUNDAÇÃO MUSEU DO HOMEM AMERICANO - Piauí / Brasil



Escrito por teca às 22h18
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Escrito por teca às 21h46
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ARTE PRÉ-HISTÓRICA OU ARTE RUPESTRE

O homem produz Arte desde antes da invenção da escrita. As pinturas e desenhos mais antigos datam do Período Paleolítico, ou Idade da Pedra Lascada. O homem desse período era nômade, vivia da caça e, para isso, construía instrumentos de pedra lascada, ossos e madeira. Gravava, nas paredes e nos tetos das cavernas em que se abrigavam desenhos de grandes animais, feitos com muito realismo e imitando a natureza. As cores usadas em pinturas encontradas dentro e fora de cavernas são vibrantes, feitas a partir de gordura e sangue de animais, vegetais, argila e carvão das fogueiras, pois, supomos que na época o homem já dominasse o fogo. Pintava-se soprando com a boca, usando os próprios dedos, e com objetos rudimentares feitos com pelos de animais. Por serem feitas em paredes de pedra, essas pinturas são chamadas de Arte Rupestre.

Deste período há também esculturas em pedra, as quais mostram a figura feminina estilizada. Talvez esses sejam os primeiros registros de uma divindade feminina, o mito que representa a natureza, a Mãe Terra, recebendo o nome de Vênus da Pré-História. Há mais de duzentas estatuetas desse tipo encontradas em sítios arqueológicos, que nos levam a crer que a mulher tinha um papel importante, e indicam que se tratava de uma sociedade matriarcal. Uma dessas estátuas chamou de Vênus de Willendorf (11 cm) foi descoberta na Áustria.

Os principais sítios arqueológicos são: Caverna de Altamira na Espanha; Caverna de Lascaux na França; Parque Arqueológico do Vale do Côa em Portugal; Parque Nacional da Serra da Capivara no Brasil, entre outros.

No Período Neolítico, o homem deixou de ser nômade e passou a viver em sociedade, formando pequenas vilas, habitando casas e, assim, abandonando as cavernas. Nesse período, também chamado de Idade da Pedra Polida, a caça tornava-se cada vez mais difícil, e, para sobreviver, o homem começou a domesticar animais e a cultivar alimentos. São atribuídos ao homem desse período os monumentos megalíticos: formações rochosas misteriosas, arrumadas ou superpostas. Alguns desses monumentos são blocos de pedras colocadas no sentido vertical (chamados menires); outros têm formato parecido com o de uma mesa e foram usados como túmulos coletivos (dólmenes). O Santuário de Stonehenge (Inglaterra) é considerado uma das primeiras obras arquitetônicas, são pedras verticais dispostas em círculo, com intervalo espacial regular, as quais sustentam pedras horizontais, havendo, no centro uma espécie de altar. Recentemente pesquisadores encontraram indícios de um possível local de cura. Nesse mesmo período o homem já customizava suas roupas, sapatos, e confeccionava utensílios domésticos.

A Idade dos Metais, foi um período muito importante em virtude do desenvolvimento de artefatos ter evoluído bastante, proporcionando ao homem melhores condições de vida, visto que, era possível fabricar objetos de metal para uso da agricultura, aumentando a produção. Os objetos, feitos de cobre, bronze e ferro, consistiam em ferramentas rústicas para trabalhar no campo, como enxada, arados e até pequenas armas de madeira com pontas de metal para sua defesa e pesca e caça. Na Pré-História o ser humano já produzia uma forma de música que lhe era essencial, pois sua produção cultural, constituída de utensílios para serem usados no seu dia a dia, não lhe bastava. Era na arte que o ser humano encontrava campo fértil para projetar seus desejos, medos e outras sensações que fugiam à razão. Diferentes fontes arqueológicas, em pinturas, gravuras e esculturas apresentam imagens de músicos, instrumentos musicais e dançarinos em ação. Acredita-se que o homem passou a criar instrumentos sonoros feitos de pedra, madeira e ossos, como xilofones, tambores de troncos e flautas. Nas cavernas também foram encontrados desenhos de pessoas que parecem estar dançando, assim, muitos consideram que a dança foi uma das primeiras formas de expressão.

REIS, Eliana Vilela dos. Manual compacto de arte. 1. Ed. São Paulo: Rideel, 2010



Escrito por teca às 21h43
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SUGESTÃO DE FILME PARA APRIMORAR A DISCUSSÃO SOBRE O PERÍODO

FILME: LUTERO

 

Gênero: Drama

Ano de produção: 2003

País de produção: Estados Unidos

Duração: 121 min.

 

FICHA TÉCNICA:

Eric Till - Direção 
Kurt Rittig - Produção 
Brigitte Rochow - Produção / Elenco 
Alexander Thies - Produção 
Bart Gavigan, Camille Thomasson - Roteiro 
Robert Fraisse - Fotografia 
Richard Harvey - Trilha Sonora 
Clive Barrett - Edição 
Rolf Zehetbauer - Desenho de Produção 
Christian Schäfer, Ralf Schreck - Direção de Arte 
Ulla Gothe – Figurino

Atores: Joseph Fiennes, Alfred Molina, Claire Cox, Peter Ustinov, Benjamin Sadler, Jonathan Firth, Doris Prusova, Christopher Buchholz, Jeff Caster, Maria Simon.

 

SINOPSE: Muito polêmico, esta biografia de Lutero é uma super-produção recheada de ação que retrata um dos períodos mais revolucionários e conturbados da história da humanidade! 
Momento em que a Idade Média cedeu ao poder das convicções de um homem que mudou o mundo, Martinho Lutero! 
Ainda jovem, no monastério, Lutero se vê atormentado pelas práticas da Igreja Católica da época. As tensões se intensificam quando prega suas 95 teses na porta da Igreja! Obrigado a se redimir publicamente, se recusa a negar os seus escritos até que a Igreja Católica consiga provar que suas palavras contradizem a Bíblia. Preso e excomungado, foge. Mesmo vivendo como um criminoso numa aventura emocionante mantém sua fé e luta para que todas as pessoas tenham acesso a Deus.

 

SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA ANALISE DO FILME:

 

Um vídeo traz informações sobre o cotidiano de uma fração de uma população ou classe social, permitindo uma melhor compreensão de alguns elementos que refletem parte da complexidade do passado, como por exemplo, as condições do país, os interesses dos protagonistas, as ações, as dificuldades enfrentadas ou mesmo, o processo de adaptação e reorganização de valores entre os indivíduos.

 

A presente sugestão para utilização do filme como complemento pedagógico em sala de aula, na busca de compreensão do passado, não pretende esgotar as possibilidades de leitura, nem servir de direção única para o desenvolvimento das atividades e reflexões, mas contribuir com alguns elementos para a realização de um trabalho mais sistemático durante o processo de elaboração de um relatório sobre a obra.

 

PROCESSO DE ELABORAÇÃO

  • Relatar a história que é contada no vídeo (reconstrução da história)?
  • Contextualizar o período em que se passa a história, ou seja, descrever como era a sociedade, suas principais características econômicas, políticas e sociais.
  • Identificar os principais personagens e suas respectivas funções sociais.
  • Relatar os posicionamentos políticos dos principais personagens na comunidade, relacionando-os com os discursos presentes em suas falas.
  • Identificar como são apresentados conceitos como trabalho, justiça, amor e riqueza (valores afirmados e negados pelo vídeo) e como cada participante julga esses valores (concordâncias e discordâncias nos sistemas de valores envolvidos).
  • Elaborar uma reflexão e comentário sobre os principais depoimentos, as ações e os discursos, objetivando aprofundar a compreensão do vídeo, escrevendo sua opinião sobre as questões colocadas.

 Mãos à obra e BOM TRABALHO!!!

 

 



Escrito por teca às 09h08
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ENTENDA A  REFORMA RELIGIOSA NA EUROPA OCIDENTAL

  

                   Uma das mais importantes transformações que ocorreram na Europa moderna envolveu a religião e significou o fim do monopólio da Igreja Católica sobre a cristandade ocidental.

                   Apesar de não possuir a influência que tivera na Idade Média, a igreja ainda era uma das mais importantes instituições dos novos Estados europeus, e a religião era responsável pela formação cultural da maioria das sociedades daquela época.

                   A igreja também sofreu os efeitos das transformações que fortaleciam o capitalismo, marcada pelos interesses de variados setores sociais. Esses interesses são normalmente generalizados, como se toda a burguesia européia pretendesse a mesma coisa da religião e toda ela tivesse interesse em uma "nova fé".

                   Esse raciocínio não é correto uma vez que a organização e o interesse da burguesia variavam de país para país. Enquanto na Holanda a maioria dos burgueses aderia ao calvinismo, em Portugal, a burguesia se mantinha fiel ao catolicismo.

                   O mesmo raciocínio vale para a nobreza, que, na região alemã, estava interessada na reforma luterana, pensando em confiscar as terras da Igreja Católica. Na França, manteve-se como defensora do catolicismo. Com os reis, não foi diferente, uma vez que muitos deles (o da França, o de Portugal e o da Espanha) preservavam e defendiam o catolicismo, enquanto Henrique 8º liderava o movimento reformista na Inglaterra.

                   É importante percebermos o significado do termo "protestante". Usado normalmente nos livros, é incorreto e nos leva a uma visão equivocada não apenas das concepções doutrinárias, mas das disputas políticas e dos interesses econômicos, que utilizaram a religião como forma de expressão de suas contradições ao longo da história.

                   É importante expressarmos corretamente as diferenças entre calvinistas e anglicanos e entre luteranos e calvinistas e, para isso, é impossível a utilização da palavra "protestante".

                   Essas novas heresias, que ganharam força a partir do século 16 e superaram as medidas da Contra-Reforma, foram responsáveis pela quebra  do monolitismo cristão e colocaram  definitivamente as igrejas cristãs sob a  influência dos Estados, reforçando o absolutismo.

                   Dica: procure entender os diversos interesses envolvidos na disputa religiosa do século 16, analisando cada país da Europa ocidental. Por que podemos chamar esse movimento de herético?

 

                   Texto publicado na Folha de São Paulo por Claudio B. Recco - coordenador do site www.historianet.com.br, professor do Curso Objetivo e autor do livro "História em Manchete - Na Virada do Século".



Escrito por teca às 17h49
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O absolutismo e a reforma religiosa 14/08/2003


Durante a Idade Moderna, a base do poder absoluto do rei foi formada pelas duas classes sociais de elite -a nobreza e a burguesia- e pela igreja. No entanto, neste mesmo período, percebemos grandes transformações na organização religiosa do cristianismo, com o movimento reformista e a formação de novas doutrinas, iniciados por Lutero.


Apesar da quebra da unidade do cristianismo, dividido a partir de então em doutrinas diferentes, a religião continuou a ter um papel importante na formação cultural do homem europeu e, conseqüentemente, foi utilizada para apoiar e/ou justificar o poder real.


Ao analisarmos as estruturas do absolutismo em diversos países, percebemos a importância que a religião assumiu na organização do poder de Estado.


Apesar dessa importância, os principais teóricos do absolutismo se utilizaram do discurso racional, de origem renascentista. Maquiavel defende a utilização de todos os meios ao alcance dos governantes para a centralização do poder; para Thomas Hobbes, o absolutismo era necessário para a organização social, superando o "egoísmo intrínseco ao homem". No século 17, Jacques Bossuet, bispo francês, estabelece a relação entre o poder do rei e o poder de Deus.


Na península Ibérica, o absolutismo formou-se antes do movimento reformista e contou com o apoio do clero católico, uma vez que os vínculos entre a nobreza real e o alto clero eram muito fortes. Na França e na Inglaterra, onde a formação do absolutismo coincide cronologicamente com a reforma religiosa, é que percebemos a utilização da religião ou da igreja na luta pelo poder.


Na Inglaterra, o rei Henrique 8º optou pelo rompimento com a Igreja Católica e pela organização de uma nova igreja oficial, denominada Anglicana, que foi comandada diretamente por ele, que, apoiado pelo Parlamento, controlava o poder político e religioso ao mesmo tempo, consolidando o absolutismo.
Na França, a nova religião, calvinista, serviu de base para a organização do grupo que fez oposição ao absolutismo real, os huguenotes, e foi responsável pelo retardamento da formação do absolutismo.


Dica: As igrejas foram apenas manipuladas pelos interesses políticos?

De que maneira as religiões se beneficiaram da organização do absolutismo?


Texto publicado na Folha de São Paulo por Claudio B. Recco - coordenador do site www.historianet.com.br



Escrito por teca às 17h46
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Aêêê!!! Pessoal,

Bloguei nosso Quiz sobre o Renascimento para vcs estudarem para a prova...

BONS ESTUDOS!!!

  1. O Renascimento foi um movimento essencialmente urbano, que expressou o desejo da nascente burguesia de criar uma cultura menos vinculada à religião. O crescimento das cidades, decorrente do crescimento do comércio no Mar Mediterrâneo, com muçulmanos e bizantinos, mostrou outros modos de viver e pensar. Qual foi o país que, na dianteira desse comércio, foram os mais influenciados por estas novas idéias. Itália. 
  2. Conceito político, moral e social que exprime a afirmação e liberdade do indivíduo frente a um grupo, especialmente à sociedade e ao Estado. Valoriza a autoria e a autonomia de sua identificação. Opõe-se a toda forma de autoridade, ou controle sobre os indivíduos; e coloca-se como antítese do coletivismo: Individualismo. 
  3. As ricas famílias burguesas faziam-se imortalizar em quadros, construíam palácios magníficos, custeavam obras públicas como igrejas, praças e fontes. Essas ações sinalizavam o poder e prestígio dos patronos, das cidades, das corporações. A prática de apoio, de sustento das artes e da cultura, é chamada de: Mecenato. 
  4. Como eram chamadas as instituições que tinham como função divulgar novos conhecimentos e disseminar novas idéias? A princípio elas surgem com o objetivo de melhorar os conhecimentos teológicos dos padres, e posteriormente, foram acompanhando a evolução geral das cidades e se tornando corporações de mestres e alunos, emancipados da tutela direta da Igreja e com normas próprias de funcionamento? Universidade. 
  5. Pensador que foi criador de um método que constituiu numa nova maneira de estudar os fenômenos naturais, privilegiando a observação e a freqüência de registros dos fatos e/ou fenômenos observados da realidade, bem como, sua comparação para identificar, através da indução, a verdadeira causa do fenômeno observado: Francis Bacon. 
  6. Área de estudo referente às leis que, durante o Renascimento, foi estimulado pelos reis, com o objetivo de aprimorar o conhecimento que forneceu as bases para confrontar juridicamente a nobreza feudal e a Igreja durante o processo de centralização da monarquia. Direito. 
  7. Doutrina que considera o homem como o centro ou a medida do Universo, sendo-lhe por isso destinadas todas as coisas, ou seja, admitem que todas as coisas foram criadas por Deus para propiciar a vida humana. Antropocentrismo. 
  8. Período histórico segundo o qual os renascentistas consideravam como a idade das trevas, onde a cultura estava muito vinculada com a religião e os prazeres materiais e do corpo eram condenados. Idade Média. 
  9. Conjunto de produções artísticas que valorizavam a escrita da linguagem local, ressaltando o riso, o prazer e satirizando os valores medievais, especialmente os mais associados ao controle da Igreja. Literatura Renascentista.
  10. A Renascença resgatou vários elementos estéticos, filosóficos e éticos da Antiguidade, buscando observar e compreender as coisas e os fatos baseado exclusivamente na razão, considerada como única autoridade quanto à maneira de pensar e/ou agir. Como é denominado este método, ou doutrina, que considera ser o real plenamente compreensível e cognoscível pela razão? Racionalismo. 
  11. Como é denominada a técnica de pintura, instituída por Brunelleschi baseada na técnica do “olho vivo”, que observa o espaço através de um instrumento ótico e define as proporções dos objetos e do espaço entre eles em relação a esse único foco visual, e que permite que a realidade seja traçada em termos pictóricos, da mesma forma que ela se apresenta ao olhar do artista. Perspectiva. 
  12. Movimento ocorrido entre os séculos XIV e XVI, que caracterizou a consolidação de novas idéias sobre o homem e o mundo, fonte de profundas mudanças que marca o surgimento da ideologia burguesa na Europa, fundamentada no culto ao individualismo e nas possibilidades quase ilimitadas da condição humana. Renascimento Cultural ou Renascença. 
  13. Como eram denominadas as técnicas de pinturas realizadas sobre paredes, com a aplicação dos pigmentos de cor sobre a argamassa ainda úmida, cuja obra mais conhecida é “Capela Sistina”, pintada por Michelangelo? Afresco. 
  14. Quais os dois principais nomes relacionados com a ciência, do período Renascentista, que desenvolveram e aperfeiçoaram a teoria do heliocentrismo, ou seja, observando o movimento dos planetas descobriram que a Terra não era o centro do sistema planetário e sim o sol. Copérnico e Galileu. 
  15. Por volta de 1450, a invenção da imprensa viabilizou a produção de livros em grandes quantidades e difundiu o acesso à cultura escrita a um número maior de pessoas. A primeira máquina, que consistia na técnica de “carimbos” de letras para imprimir textos – tipografia móvel – foi inventada por: Johannes Gutenberg. 
  16. Teoria segundo a qual suas idéias voltavam-se para o aqui e o agora, para o mundo concreto dos seres humanos em luta entre si e com a natureza, a fim de terem um controle maior sobre o próprio destino. Valorizava o que de divino havia em cada homem, induzindo-o a expandir suas forças, a criar e a produzir, agindo sobre o mundo para transformá-lo de acordo com sua vontade e interesse. Humanismo. 
  17. Artista que foi pintor, escultor, arquiteto, físico, engenheiro e músico e considerado um dos principais personagens do Renascimento italiano devido à sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, cujas principais obras foram “Mona Lisa” e “A Última Ceia”: Leonardo Da Vinci. 
  18. Arte responsável pelas obras de construção civil, que durante o período renascentista privilegiou as construções de palácios, cujas obras inspiraram-se na sua interpretação da Antiguidade Clássica, buscando inspiração nas formas da Natureza, atitude que passa a ser um valor em si mesmo. Arquitetura Renascentista. 
  19. Ciência responsável pelo conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que orienta os trabalhos de elaboração de mapas (cartas geográficas), que teve seu aperfeiçoamento racional no período do Renascimento através da racionalização da representação do espaço em registros escritos. Cartografia. 
  20. Área de conhecimento e/ou atividades que abrange as práticas de troca, venda ou compra de produtos ou mercadorias, que no final da Idade Médio foi responsável pelo crescimento das cidades e enriquecimento da burguesia.  Comércio. 
  21. Forma de governo administrada pela centralização de poder do rei ou rainha, presente na história européia renascentista, que entre outras providências, foi responsável pela unificação política e territorial das antigas cidades feudais e pela padronização das moedas, impostos, legislação e normas de pesos e medidas nestes espaços territoriais. Monarquia. 
  22. Ciência cujo objeto é a observação e o estudo sistemático do universo sideral e dos corpos celestes, com o fim de situá-los no espaço e no tempo, explicar suas origens e os seus movimentos, que durante o período Renascentista, foi motivo de perseguição religiosa aos seus estudiosos. Astronomia. 
  23. Classe social que se enriquece com o desenvolvimento do comércio e apóia os ideais de renovação e crítica aos costumes feudais de domínio da igreja durante o Renascimento. Burguesia.
  24. Arquiteto italiano que iniciou os estudos sobre as leis da perspectiva, cuja conquista foi a possibilidade da representação do espaço em três dimensões, e realizou umas das principais obras arquitetônicas do período renascentista: cúpula da catedral Santa Maria del Fiore, em Florença. Filippo Brunelleschi.


Escrito por teca às 08h48
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TEXTOS DE APOIO PARA AS AULAS SOBRE RENASCIMENTO

A RENASCENÇA E A IDADE MÉDIA

 

“Para se ver quão arbitrária é a usual distinção entre Idade Média e Moderna e quão pouco preciso o conceito de “Renascença” (...). Seria talvez mais correto colocar a linha divisória crucial (...do que é Renascença) entre a primeira e a segunda metade da Idade Média, isto é, no fim do século XII, quando a economia financeira renasce, novas cidades se erguem e a classe média moderna adquire pela primeira vez as suas características distintas. Completamente errado será, em qualquer caso, colocá-la no século XV, época em que realmente se entre na fruição de grande número de coisas, mas absolutamente nada de novo se inicia. A nossa concepção naturalista e científica do mundo é certamente, na sua essência, uma criação da Renascença, mas (...) o interesse pelo objeto individual, a busca da lei natural e o sentido de fidelidade à natureza, na arte e na literatura, surgem ainda antes da Renascença do século XV.

(...) O que havia de novo na arte da Renascença era, não o naturalismo em si, mas sim, o caráter científico, metódico e totalitário desse naturalismo; e que o que representava um progresso sobre as concepções medievais era, não a observação e a análise da realidade, mas simplesmente a deliberação e a constância com que conscientemente se registravam e analisavam os critérios de realidade. E, assim, o aspecto mais saliente da Renascença foi, pra não nos alongarmos em considerações, não o fato de o artista ser um observador da natureza, mas o de a obra de arte ser um “estudo da natureza”.”

 

Texto retirado do livro: BARBOSA, Elaine Senise; NAZARO Jr., Newton e PÊRA, Silvio Adegas.

Programa da História – Ensino Médio, vol. 1. Editora Positivo, pág. 156.

(História Social da Literatura e da Arte. São Paulo, Mestre Jou, 1972. v. I, p.357/8.)

 

PARA REFLETIR:

 

  1. Qual a idéia central apresentada pelo autor do texto? 
  2. Segundo o autor, qual seria a característica mais inovadora da Renascença?
  3. O texto aborda a concepção naturalista da Renascença, estabeleça um paralelo com a concepção científica do mundo contemporâneo.


Escrito por teca às 10h00
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RENASCENÇA: O MÉTODO EM FRANCIS BACON

 

O objetivo do método baconiano é constituir uma nova maneira de estudar os fenômenos naturais. Para Bacon, a descoberta de fatos verdadeiros não depende do raciocínio silogístico aristotélico, mas sim, da observação e da experimentação regulada pelo raciocínio indutivo. O conhecimento verdadeiro é resultado da concordância e da variação dos fenômenos que, se devidamente observados, apresentam a causa real dos fenômenos.

Para isso, no entanto, deve-se descrever de modo pormenorizado os fatos observados para, em seguida, confrontá-los com três tábuas que disciplinarão o método indutivo: a tábua da presença (responsável pelo registro de presenças das formas que se investigam), a tábua de ausência (responsável pelo controle de situações nas quais as formas pesquisadas se revelam ausentes) e a tábua da comparação (responsável pelo registro das variações que as referidas formas manifestam). Com isso, seria possível eliminar causas que não se relacionam com o efeito ou com o fenômeno analisado e, pelo registro da presença e variações seria possível chegar à verdadeira causa de um fenômeno. Estas tábuas não apenas dão suporte ao método indutivo, mas fazem uma distinção entre a experiência vaga (noções recolhidas ao acaso) e a experiência escriturada (observação metódica e passível de verificações empíricas). Mesmo que a indução fosse conhecida dos antigos, é com Bacon que ela ganha amplitude e eficácia.

O método, no entanto, possui pelo menos duas falhas importantes. Em primeiro lugar, Bacon não dá muito valor à hipótese. De acordo com seu método, a simples disposição ordenada dos dados nas três tábuas acabaria por levar à hipótese correta. Isso, contudo, raramente ocorre. Em segundo lugar, Bacon não imaginou a importância da dedução matemática para o avanço das ciências. A origem para isso, talvez, foi o fato de ter estudado em Cambridge, reduto platônico que costumava ligar a matemática ao uso que dela fizera Platão.

 

Texto retirado da WIKIPÉDIA

 

PARA REFLETIR:

 

1.      Para Bacon, em que método consiste a busca da “verdade”? Explique essa metodologia. 

2.      Quais os problemas encontrados na metodologia baconiana?

3.   Em que esta metodologia contribuiu para o desenvolvimento da ciência moderna?



Escrito por teca às 09h58
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RENASCENÇA: A TÉCNICA DA PERSPECTIVA

 

“A perspectiva inicialmente desenvolvida por Brunelleschi foi “aperfeiçoada” pelo arquiteto Leon Battista Alberti em seu Tratado de Pintura de 1443, que simplificaria o trabalho do pintor, propondo a elaboração da perspectiva em função de dois esquemas básicos: planta e elevação, que são depois combinados para produzir o efeito de profundidade desejado, assim facilitado, o método se difundiria com notável rapidez e se tornaria uma das características fundamentais da arte renascentista e de todo o Ocidente europeu até o início do nosso século.

Como efeito da utilização dessa perspectiva central, ou perspectiva linear, todo o espaço pictórico fica subordinado a uma única diretriz visual, representada pelo ponto de fuga, ou seja, quanto maior a distância com que os objetos e elementos são percebidos pelo olhar do pintor, tanto menores eles aparecem no quadro, de forma que todas as linhas paralelas da composição tendem a convergir para um único ponto no fundo do quadro que representa o próprio infinito visual.

Obtém-se assim uma completa racionalização do espaço e das figuras pintadas que dão aos quadros um tom de uniformidade e homogeneidade em que nada, nem o mínimo detalhe escapa ao controle geométrico matemático do artista. A imagem fica claramente definida em função desses dois referenciais básicos: o “olhar fixo” do pintor fora do quadro e o ponto de fuga no seu fundo. Quem quer que observe a obra deverá colocar-se exatamente na posição do olhar do artista e terá sua observação dirigida necessariamente pela dinâmica que o ponto de fuga impõe à totalidade da obra.”

 

SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento.

São Paulo: Atual/Unicamp, 1987. p. 30-31

 

PARA REFLETIR:

 

  1. Explique com suas palavras o que é perspectiva. 
  2. Que mudanças a ciência da geometria trouxe para a obra de arte?
  3. Faça uma comparação entre a arte renascentista, que desenvolveu a técnica de representação da realidade tal qual a natureza é vista pelo olhar, com a arte contemporânea.


Escrito por teca às 09h27
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RENASCENÇA: O SER HUMANO NO CENTRO DO CONHECIMENTO

 

A partir do século XII, em diversas regiões da Europa, muitos juristas de origem burguesa voltaram a se interessar por textos antigos relacionados ao Direito Romano. Procuravam nesses textos uma justificação teórica que desse legitimidade à centralização do poder nas mãos do rei, à organização das cidades, não sujeita às normas religiosas e a certas operações comerciais e financeiras. Defendiam o Estado leigo unificado e propunham uma nova concepção de autoridade, do ser humano e da propriedade.

Os juristas, em geral, defendiam a idéia de que o rei era o supremo mandatário do reino, com o direito de fazer leis de alcance geral; que as pessoas deveriam ser consideradas em sua individualidade e avaliadas segundo seus méritos, e não segundo suas origens familiares; e que a terra passava a ser um valor que poderia ser trocado por dinheiro.

A busca de manuscritos, motivada a princípio por interesses jurídicos, intensificou-se à medida que eram elaboradas novas interpretações sobre a Antiguidade Clássica. Pouco a pouco, esse conteúdo cultural, agora resgatado, passou a servir como fonte de inspiração aos mais diferentes letrados (professores, médicos, eclesiásticos, etc.), constituindo a semente do amplo movimento artístico, científico e literário chamado de Renascença ou Renascimento, que, a partir da península itálica, se expandiria por quase toda a Europa nos séculos seguintes.

Os renascentistas – como eram chamados os intelectuais ligados ao movimento – tomaram como ideal cultural o indivíduo da Antiguidade Clássica, cujos valores estavam mais próximos da camada burguesa em formação. A adoção desse ideal serviu de base para a crítica ao teocentrimo (visão de mundo característica da Idade Média, segundo a qual Deus – Théos, em grego – era o centro de todas as coisas e a fonte de todo o conhecimento) da Igreja e aos valores medievais, inadequados às novas condições de vida material. “Os humanistas (...) voltavam-se para o aqui e o agora, para o mundo concreto dos seres humanos em luta entre si e com a natureza, a fim de terem um controle maior sobre o próprio destino. (...) A postura dos humanistas (...) valorizava o que de divino havia em cada homem, induzindo-o a expandir suas forças, a criar e a produzir, agindo sobre o mundo para transformá-lo de acordo com sua vontade e interesse.” (SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento, São Paulo: Atual. p. 16).

As mudanças provocadas pelos novos hábitos e costumes evidenciavam cada vez mais as diferenças entre dois mundos opostos. A utilização da pólvora, herdada dos orientais, tornou obsoleta a arte da guerra medieval, baseada na cavalaria. A proibição da usura (cobrança de juros), imposta pela Igreja, revelou-se anacrônica diante do reaparecimento de uma economia monetária, com suas transações comerciais, empréstimos e financiamentos. A fragmentação política, por sua vez, entrou em descompasso com as necessidades de unificação dos mercados nacionais.

Essas mudanças materiais e espirituais promoveram o surgimento de uma nova concepção filosófica, que colocava o ser humano no centro do conhecimento. Conhecida como antropocentrismo (do grego ánthropos, que significa homem, ser humano), essa concepção incentivou a visão crítica da realidade, ao mesmo tempo que procurava soluções por meio da observação científica e dos métodos experimentais.

 

Texto retirado do livro: PAZZINATO, Alceu Luiz e SENISE, Maria Helena Valente.

História Moderna e Contemporânea. Editora Ática S/A - Volume Único - pág. 31.

 

PARA REFLETIR:

 

1.      Qual o objetivo em recuperar os textos jurídicos antigos para os homens do final da Idade Média?

 

2.      Qual era o significado de “humanismo” para os renascentistas?

 

3.      Faça uma relação das principais mudanças que o movimento renascentista trouxe para a sociedade do século XVI e compare com a atualidade.

 

FILMES SUGERIDOS:

 

Filme: O NOME DA ROSA

Título Original: The Name of the Rose / Name der Rose, Der

Origem/Ano: ITA-FRA-ALE/1986

Duração: 130 min

Direção: Jean-Jacques Annaud

Elenco: Sean ConneryWilliam of Baskerville; Christian Slater - Adso von Melk; Helmut Qualtinger - Remigio de Varagine; Elya Baskin – Severinus;

Sinopse:

O ano é 1327. Representantes da Ordem Franciscana e a Delegação Papal se reúnem num monastério Beneditino para uma conferência. Mas a missão deles é subitamente ofuscada por uma série de assassinatos. Utilizando sua brilhante capacidade de dedução, o monge franciscano William de Baskerville, auxiliado pelo noviço Adso de Melk, se empenha para desvendar o mistério. Mas antes que William possa completar sua investigação, o monastério é visitado pelo seu antigo desafeto, O Inquisitor Bernardo Gui. O poderoso Inquisitor está determinado a erradicar a eresia através da tortura e se William, o caçador, persistir na sua busca, também se tornará caça. Mas a medida que Bernerdo Gui se prepara para ascender a fogueira da Inquisição, William e Adso voltam à biblioteca labirintesca e descobrem uma extraordinária verdade...

 

Filme: AGONIA E ÊXTASE
Título Original:
The Agony and the Ecstasy
Gênero: Épico/Religioso
Ano: 1965
Direção/Produção: Carol Reed

Roteiro: Philip Dunne

Elenco: Charlton Heston, Rex Harrison, Diane Cilento

Sinopse:
Charlton Heston e Rex Harrison interpretam duas das personalidades mais marcantes da Renascença neste drama histórico baseado no best-seller de Irving Stone ambientado no início do Século XVI. Quando o Papa Júlio II (Harrison) encomenda a Michelangelo (Heston) a pintura do teto da Capela Sistina, o artista recusa a princípio. Virtualmente forçado por Júlio a fazer o trabalho, ele acaba por destruir sua obra e foge de Roma. Quando recomeça a pintura, o projeto se torna uma batalha de vontades alimentada pelas diferenças artísticas e de temperamento que são o ponto central deste filme. Indicado ao OSCAR® de Melhor Fotografia e também citado como um dos melhores filmes do ano pelo National Board of Review, AGONIA E ÊXTASE é uma fantástica dramatização da luta por trás de uma das maiores obras-primas do mundo.

 

Filme: GIORDANO BRUNO
Título Original:
Giordano Bruno
Gênero: Cinema Europeu
Ano: 1973
Direção: Giuliano Montaldo
Elenco: Gian Maria Volonté, Renato Scarpa, Mark Burns
Sinopse:

Giordano Bruno é um das grandes obras do cinema político italiano dos anos 70. Esta Edição de Colecionador apresenta o filme em versão restaurada e remasterizada no formato widescreen anamórfico. 
Com direção precisa de Giuliano Montaldo (Sacco & Vanzetti), o roteiro mostra um dos episódios mais polêmicos da história: o processo e a execução do astrônomo, matemático e filósofo italiano Giordano Bruno (1548-1600), queimado na fogueira pela Inquisição por causa de suas teorias contrárias aos dogmas da Igreja Católica. 
Giordano Bruno tem como destaque a impressionante interpretação de Gian Maria Volonté no papel-título, a música de Ennio Morricone e a belíssima fotografia do mestre Vittorio Storaro. Um filme simplesmente indispensável.



Escrito por teca às 08h23
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